Gostei muito deste trecho do livro: “Deus quer que você seja milionário”- Thomas Anderson. Digito ele aqui para minha própria memorização e absorção; para reler mais vezes e para compartilhar..

“As pessoas fracassam por muitos motivos. Já comentamos alguns deles. Não ter um propósito ou uma causa é um motivo de peso. Sem metas, as pessoas perdem a direção e a motivação para fazer qualquer coisa. Debatem-se ou giram em círculos, e não realizam praticamente nada.
Um problema diferente, mas que leva ao mesmo resultado, é a procrastinação. Algumas pessoas nunca fazem nada hoje, deixam sempre para amanhã. Falam de riqueza, falam de investimentos, falam de bens imóveis, falam de negócios, mas estão sempre muito ocupadas para realmente investir. Não é lá muito bom ser um definidor de metas se você não for também um realizador de metas.
A procrastinação é um dos resultados de um terceiro problema: a falta de autodisciplina, que aparece em muitas ocasiões. Pessoas que nunca chegam no trabalho na hora ou que nunca cumprem com os prazos geralmente não têm autodisciplina. Encontram problemas em prosperar nos negócios porque ninguém se arrisca a trabalhar com elas. São muito irresponsáveis para merecerem confiança em qualquer trabalho importante.
Gastos indiscriminados é uma forma fiscal de falta de autodisciplina. As pessoas, em sua maioria, se receberem muito dinheiro, alardearão sobre investimentos, mas provavelmente gastarão tudo em supérfluos. Sairão para jantar, comprarão roupas novas, talvez uma nova televisão, tudo coisas que consideram imprescindíveis, afinal de contas, sua televisão já deu o que tinha que dar. Comprarão passivos em vez de ativos e, de uma hora para outra não sobrará nada para investir. A autodisciplina evitará que se gastem recursos à toa.
Outro fator que impede as pessoas de prosperarem é a burrice. Tomam decisões que geram problemas financeiros para elas mesmas. Assumem compromissos que não conseguem cumprir.
Conta-se que um homem, ao se aposentar, entregou a seu filho sua empresa. Em seu leito de morte, avisou: “Filho, essa empresa só prosperou graças à confiabilidade e à sabedoria”.
Seu filho lhe perguntou: “O que você quer dizer com confiabilidade?” Ao que o homem lhe respondeu: “Que se você disser que terminará um trabalho para segunda de manhã, você tem que terminá-lo para segunda de manhã, nem que tenha que trabalhar o fim de semana inteiro e virar a noite”.
“E onde entra a sabedoria nisso?”, perguntou-lhe o filho.
“Sabedoria é não prometer para segunda de manhã”.
Muitos fracassam porque não desenvolveram uma atitude de excelência. Tudo o que fazem é superficial e medíocre. Estão na média, portanto, nunca se destacam do resto. Para ter sucesso, deve-se fazer sempre 10% a mais do que todo mundo. Muitos poucos realmente fazem algo acima da média que lhes traga o sucesso baseado em um só fator.
Alguns perdem o foco. Tentam fazer muitas coisas e acabam não conseguindo fazer nada. Sucesso talvez signifique cortar atividades e projetos que não tenham conexão direta com seus objetivos.
Um problema parecido é o de quem se considera um cavaleiro solitário. É provável que o cavaleiro solitário se sinta muito bem em relação a si mesmo, porque se considera o único capaz de fazer tudo. Sabe-se indispensável, já que ninguém está suficientemente qualificado. Lamento dizer que todos somos dispensáveis. Depender totalmente de sua própria capacidade de fazer tudo significa que os negócios nunca crescerão mais do que você. Além disso, será muito difícil investir sem confiar em mais ninguém. Saber delegar é requisito para o sucesso.
O orgulho poderia ser incluído na mesma categoria. Não é exatamente o mesmo, mas o resultado é olhar todo mundo de cima, sem nunca conseguir incorporar o melhor de cada um nos projetos. Igualzinho ao cavaleiro solitário.
A desonestidade é outro traço de personalidade que destruirá a confiança das pessoas que o cercam e que, seguramente, não abre portas, para as bênçãos de Deus. Fica difícil Ele abençoar algo que não esteja de acordo com Sua natureza. Algum dia, a desonestidade o acometerá. Desonestidade não é só apropriação indébita. Apropriar-se de uma caneta que não é sua é desonestidade. Cochilar ou ficar de bate-papo no telefone com um amigo durante o horário de trabalho é roubo de tempo. A desonestidade é mais um traço de personalidade do que uma ação. Os esforços do desonesto irão por água abaixo.
Muitos fracassam por intolerância. Qualquer tipo de negócio ou investimento milionário requer o trabalho com outras pessoas. Não aceitá-las como elas são só lhe trará problemas. Pessoas religiosas são, muitas vezes, as que têm os maiores problemas de tolerância. Temem corromper-se em contato com tanto pecado, de modo que sabotam relacionamentos de trabalho potencialmente lucrativos, isso sem falar no potencial para compartilhar a mensagem evangélica.
O medo é outra causa do fracasso. Já falamos sobre isso. O medo de fracassar impede que uma pessoa assuma riscos. Enquanto evitar o fracasso, ela não prosperará. Com certeza absoluta.
Muitos usam a doença ou o cansaço como desculpa para o fracasso. Sentem-se um pouquinho cansados ou doentes e se sentam para descansar, em vez de fazerem o que precisam fazer para ter sucesso. Poderíamso dedicar um livro inteirinho só à doença. Muita gente se convence de estar doente, justificando, assim, sua falta de empenho. O resultado é o mesmo do medo.
Essas pessoas nunca fazem nada para sair da posição em que se encontram.
Embora viver pela fé signifique aprender a ter saúde, muitos dos personagens mais bem-sucedidos da história realizaram notáveis façanhas em condições bastante desfavoráveis. Sua determinação e entusiasmo lhes deram força para superar todas as adversidades. Beethoven escreveu e dirigiu sua sinfonia mais importante completamente surdo. Nenhum obstáculo é desculpa se você tiver determinação para transpô-lo.
Uma última cuasa do fracasso também é muito comum no mundo dos negócios: querer ganhar as coisas do nada. Não se alcança a riqueza de Deus jogando na loteria. Há, no sucesso, semrpe algum esforço envolvido.
Essas são algumas causas básicas do fracasso. O objetivo de analisá-las é entender que o fracasso não tem que ser o fim. Cada fracasso é uma lição para a próxima. A sabedoria surge da experiência”.












